Sou medrosa pra vida



Uma confissão: eu não gosto do meu trabalho.
A vida proletária me alcançou cedo, meu primeiro emprego foi aos dezesseis anos, hoje com quase vinte e seis, refletindo sobre tudo o que já passei, posso afirmar que nunca me realizei profissionalmente.

Sou muito frustrada nessa área, não consigo me sentir feliz com o que faço. Tem dias que me sinto tão cansada que choro pra aliviar. É um cansaço mental, sabe, algo que não se resolve apenas com uma boa noite de sono. Eu não costumo falar sobre isso, tenho muita dificuldade de me expor e em parte, acho que a razão é eu sentir que as pessoas não vão me entender.

Tem muitas coisas que eu gostaria de fazer, mas nunca tive coragem de dar o primeiro passo, talvez por medo, talvez por insegurança, talvez pelas duas coisas. Quando era mais nova eu sonhava grande, agora me limito ao que é possível. Já ouvi um monte de gente contar suas histórias loucas de como largaram tudo e investiram em algo que gostavam, eu nunca fiz uma loucura, nunca me aventurei, sempre caminhei onde o chão era bem firme. Eu sou medrosa pra vida.

Até hoje, troquei de emprego duas vezes, e eu só quis porque tinha garantia de emprego em outro lugar. E mesmo assim, ficava relutando com essa decisão.
Daqui alguns dias eu vou sair do meu emprego. SIM! e sem garantias! Faz tempo que eu luto com essa vontade, protelei essa decisão diversas vezes, mas enfim aqui estou. 

Ainda não perdi meus medos, continuo com minhas inseguranças e ainda penso em voltar atrás, mas não vou. Pra quem olha de fora pode parecer que é fruto de imaturidade ou uma decisão impensada, mas não é, eu ponderei os prós e contras, eu sei bem as responsabilidades que tenho e também sei que já está mais do que na hora de eu dar passos importantes, de me arriscar e encarar coisas novas.

Nesses dias minha oração tem sido uma frase do C.S. Lewis: Coragem, querido coração!





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