Quero avistar outras colinas

No fone-de-ouvido: Montréal - Os Arrais




                  Querido diário,

         
Talvez seja muito cedo ou muito tarde. Talvez a visão turva de um dia fechado não seja a forma mais prudente de explicar o que vejo. Quem sabe a culpa seja das faltas, das marcas, do que foi dito ou daquilo que não fiz. Talvez a distância tenha sido a influência, talvez o meu descuido tenha sido a incoerência. O tempo não volta. A vida corre.
Eu ainda sonho com Cair Paravel, mas não me sinto mais como a Lúcia, eu me sinto bem mais como Suzana. Talvez eu tenha me perdido. Talvez eu não tenha mais aquela capacidade de olhar com esperança pra tudo. Talvez eu não saiba como voltar onde me perdi pra me encontrar. 
Há um tempo atrás, eu achava que todos os meus sonhos eram alcançáveis, talvez lá no fundo eu ainda ache, mas não me sinto mais disposta a correr, a buscar, a superar as intempéries pra realizá-los.
A cada dia que passa eu me sinto mais sugada pelo ritmo de compromissos e inúmeras responsabilidades, com coisas que as vezes eu nem gosto.
Eu me sinto insegura em largar algumas coisas pra viver o que eu realmente quero e amo, e esse medo me trava, me amarra, me faz entrar em conflitos internos que eu não sei lidar. E isso me mata.
Eu não sei como quebrar essas grades que me prendem.
Eu me sinto profundamente cansada. 




Comentários

"A cada dia que passa eu me sinto mais sugada pelo ritmo de compromissos e inúmeras responsabilidades, com coisas que as vezes eu nem gosto."

Tão eu que nem sei..

Beijos querida!

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