Independente do que passou.

No alto-falante: Esperança - Os Arrais





É que eu não tenho mais tanta pressa. Comecei a aprender que um passo de cada vez gera muito crescimento. To em uma fase de mudança, passando por aqueles momentos de adaptação que são sempre desconcertantes e internamente conflituosos, uma amiga me aconselhou a escrever sobre isso e acho que é mesmo a melhor coisa a se fazer.
A gente precisa se esvaziar das complicações da vida, nem que seja um pouquinho. As vezes parece que cada dia que a gente vai vivendo, nossa alma fica tão sufocada com probleminhas, frustrações, sonhos que morrem, vontades que não permanecem, decepções... e sem que a gente perceba, viramos um lixo emocional ambulante. Entulhados de coisinhas que deveríamos ter vencido e deixado pra trás. A gente tem a péssima mania de se apegar aos nossos desapontamentos. De chorar as mesmas lágrimas, as dores que já passaram do prazo de validade. A gente tem o péssimo costume de remoer.
Chega um momento que é preciso lavar a alma e se esvaziar de todas as desilusões. Fazer do nosso coração uma tela em branco pra podermos pintar novos caminhos, bem alegres e coloridos, que nos levem a um lugar de satisfação.
To colocando isso em prática, to exercendo o amor, o perdão e principalmente a paciência. Num mundo onde tudo é pra ontem, quero ser alguém que aguarda o amanhã com temperança. Quero a alegria de uma alma esperançosa. E quero muito encarar a vida com coragem e lucidez.
Sei que há muitos desafios no decorrer da caminhada e não quero me proteger dos tombos, só quero um pedacinho de certeza de que vou saber ser forte.


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