Logo a mim coube ser eu


Existem coisas que eu não quero que aconteçam, mas acontecem. Há palavras que eu não quero dizer, mas digo. Atitudes, coisas que eu não quero fazer, mas acabo fazendo.
Porque eu sou falha. E não tenho super-poderes. Não posso controlar o que acontece na vida, não sei como será o dia de amanhã ou daqui 60 segundos.
Eu sou só uma moça sonhadora, apaixonada por livros, escrevendo sobre suas sinas, fé, amor e despropósitos.
Tentando sobreviver aos tempos difíceis. Aqueles dias doloridos que nos enchem de hematomas e escoriações.
Porque a vida, as vezes, parece uma roda-gigante, rodamos, rodamos, rodamos, e é divertido, mas as vezes o vento faz balançar e temos medo. Medo de despencar, de não dar certo, de ficarmos suspensos sem um chão firme pra tocar. Inseguros.
Sou uma moça com certas inseguranças.
Com os olhos marejados e o coração cheio de ansiedade miúda.
Com as palavras presas no sorriso.
Com um oceano de sonhos dentro do peito.
Eu sou uma moça com medo de roda-gigante.


Comentários

Juliana Couto disse…
Que lindo seu texto, Luci. Me identifiquei completamente com ele, e achei que o modo como você escreveu, tão abrangente quanto específico, faz com que o leitor se sinta íntimo do escrito. Parabéns.

foinomesdedezembro.blogspot.com
Luz13 disse…
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