Dos despropósitos



Disfarcei as lágrimas que enchiam os olhos, engoli o nó da garganta e fui atender o telefone. A voz engasgada, fingi uma tosse. O coração apertado, me fiz de tranquila. Os olhos fixos na tela do sistema de finanças, mas os pensamentos longe, bem longe. A necessidade do abraço dele. A respiração apressada pra ver se alivia o peito sufocado. Tenho certeza de que por alguns segundos meu coração parou de bombear sangue pro resto do corpo.
Será que é mais uma tribulação? E eu que achava que a cota já tinha se esgotado. Eu que achava que o pior já tinha passado. Eu que triunfante achava que já era forte o bastante.
Tentando, com todas as forças, viver aquele mandamento de não andar ansiosa e então, mais uma preocupação pra fazer minha calma virar de ponta cabeça.
Lembrei que nenhuma provação me é dada maior do que aquilo que eu possa suportar, embora as vezes pareça ser. Preciso perder essa minha sina de desistir. Desacreditar. Ser de pequena fé.
Coisa ruim é passar o dia inteiro querendo um cantinho pra chorar.

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