Doença da alma


Existe um poder, quase sobrenatural, tão despercebido e igualmente grande que reside quieto em nós. Todos nós! Ele está na palma da mão, na ponta da língua, em cada passo dado, no pensamento doce ou sagaz.
Um poder que transforma tudo a nossa volta, inclusive e principalmente nós mesmos.
Nossas escolhas!
Nossas opções!
Dificilmente a gente olha pra nossa vida e não deseja voltar atrás e consertar coisas que se quebraram por não sermos um pouco mais delicados com nossas escolhas.
Palavras ditas em momentos de fúria, impensadas, não medidas, não analisadas. Uma amizade que por futilidade ou comodismo já não é mais a mesma. Dores causadas, dores sofridas. Lágrimas ao invés de sorrisos.

Nos arrependemos.
O tempo não volta, nos calamos.
Sabe, tem coisas que não mudam mais, porque simplesmente não podem. Mas há coisas que ainda podemos consertar. Há perdão. Há reconciliação. Há cura. E temos uma escolha.

Lembra? Alice não precisava lutar com o Jaguadarte, mas lutou porque sabia que o reino precisava de esperança. Bilbo podia ter continuado com sua vida boa no Condado, mas decidiu ajudar os anões a reconquistar a Montanha Solitária. Os Pevensie podiam ter voltado pra Londres, mas decidiram lutar por Nárnia. Todos tiveram uma opção, todos escolheram.
Talvez o que precisamos seja de um pouco mais (ou muito) de coragem. Coragem pra decidir o certo. Coragem pra dizer não. Pra seguir em frente. Pra se perdoar, pra pedir perdão. Sabe de uma coisa, somos todos homens errantes tentando acertar.
Mas o que eu não quero é me olhar no espelho todo dia com um ponto de interrogação me dizendo que podia ter sido diferente.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Para inspirar: Home Office

Talvez seja sim!

É sorrindo que se fala com os olhos