Oz, em mim


Meus dias mudos estão finalmente acabando. Acho que depois de descobrir que o mágico é uma grande farsa e que nem toda bruxa é má, a gente vira meio que imune aos atentados de infelicidade. A gente encontra homens de lata e consegue desfibrilar seus corações inoperantes, não por sermos bons o suficiente pra isso, mas pelo fato de que já fomos assim um dia, destituídos de um sorriso pulsante.
Se é que por vezes não voltemos a nos tornar lata, enferrujada. Mas sempre há quem nos ensine a ser alegres e interessantes de novo. Sempre há quem nos mande esperanças de algum lugar. As palavras estão voltando a fazer barulho em mim e agora ando cheia de exclamações. E vírgulas. Sem me deter no vão das coisas, sem me prender ao que é passageiro e sem me impressionar com truquezinhos. Agora sigo tranquila com meus sapatinhos vermelhos.
A grande tempestade acabou.


Comentários

Mayra Borges disse…
Maravilhoso, gostei muito do texto.

E essas pessoas que vem e nos dão alguma coisa boa, que nos ensinam a ser alegres, as que nos fazem ter esperanças, essas a gente guarda no peito e cuida bem. Parabéns pelo texto lindo, beijos.

www.eraoutravezamor.blogspot.com

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