esse é meu sonho


Eu queria ser autêntica como Jane Austen. Brilhante e extraordinária. Eu queria escrever de forma tão intensa que quem lesse, sentisse o arrepio e a euforia dessa intensidade. A sinceridade em cada palavra. A real face por trás das primeiras impressões. Eu queria envolver as pessoas não com abraços (apenas), mas com sentimentos guardados na relação do papel com a tinta. Fazer com que as pessoas se apaixonem pela esperança de crer que o amor está logo ali na esquina. Que dançar é o modo recomendável de encorajar a afeição. Eu queria escrever romances. Aventuras. Dramas. Queria criar personagens como um charmoso cavalheiro, ou um pirata espertalhão, ou um menino que mora na estação de trem. Queria que as pessoas visitassem o mundo inteiro lendo meus livros. Queria escrever sobre passeios ao por-do-sol. Sobre confiança e inseparações. Sobre eternidade. Sobre amizades e amores verdadeiros. Pra que as pessoas não se esqueçam, embora a evolução encaminhe a isso, que ainda existe o verdadeiro amor. Aquele arrebatador, arrasador, que nos faz mudar conceitos e preconceitos. Eu queria revolucionar. Queria 'ganhar a vida' sendo escritora. Esse é meu sonho. Talvez eu não conquistasse muitos leitores. Talvez eu nem me tornasse uma grande escritora e isso nem me importa se os poucos leitores fossem instigados a sonhar além do que normalmente estão acostumados. Que minhas histórias fizessem corações palpitarem e expressões naturais surgirem. Nada que seja forçado à aparências. Eu queria resgatar a sensibilidade que as pessoas perderam. Talvez eu lançasse apenas livros de bolso. O que me faria bonita e miúda. Eu viveria pra escrever e escreveria pra viver. Seria uma reciprocidade feliz. Eu queria ajudar as pessoas a terem fé que há um Deus que pode as levar adiante. Que não merecemos e mesmo assim esse Deus nos dá de graça a Sua graça. E poderiam julgar meus livros pela capa, porque elas seriam bem criativas, e ficariam muito bem usados de decoração na estante ou na cabeceira depois lidos. Eu seria clichê muitas vezes, mas excêntrica outras tantas. Tendo sempre como inspiração um coração narniano, uma imaginação Wonka's e um amor pra vida toda. Eu queria uma casa na praia de fundos pro mar. Cheia de livros e música e uma decoração vintage. Talvez a Europa sorria pra mim. Quem sabe não é lá onde meus livros serão mais vendidos?


Comentários

Mi ma disse…
Como diria um certo personagem de Glee:
Isso não é um sonho, é um fato inevitável que ocorrerá no tempo devido.

Eu com certeza vou ler seus livros. Com capas lindíssimas ou de bolso. Já estou na expectativa.
Cat Campos disse…
Oi Luci!
Primeira vez que visito seu blog e esse é o primeiro texto que leio. O título me chamou atenção pois adoro saber o sonho dos outros. E sabe que temos o mesmo? Infelizmente nesse mundo capitalista e tecnológico as pessoas perderam demais a sensibilidade, o prazer de uma xícara de café e um bom livro. Mas nós viemos para isso. Viemos para resgatar valores que estão se perdendo. Boa sorte e muito sucesso!
Beijos, Cat.
http://blogdoceilusao.blogspot.com.br/

Postagens mais visitadas deste blog

Para inspirar: Home Office

Talvez seja sim!

É sorrindo que se fala com os olhos