Somos frágeis


Em uma semana tudo mudou. Chegou a guerra. Medo. Foi-se a paz desse lugar. A maldade nos levou as palavras escritas na entrada da cidade Um lugar para se viver. Sete acidentes de trânsito e três mortes. Um assassinato, no centro, em plena luz do dia. Um carro que invade a calçada. Uma moto que cruza a preferencial. Um bebê que cai do berço e sofre traumatismo craniano. Três tiros certeiros. Um inconsequente fazendo racha. Imprudência. Violência solta. Traficantes em ação. Não vou tentar explicar o desespero de pais enterrando seus filhos ou o saltos do coração ao ouvir barulho de sirenes por todos os lados. Hospitais e postos de saúde estão lotados. Funerárias ganhando com famílias em luto. Numa semana ainda tinha-se tranquilidade e apreço de poder caminhar sem medo, mas não agora. A aflição que bate à insegurança de ser álguem a quem amamos. Em um município de quase 70 mil habitantes, não é nada normal, nem costumeiro, um arremedo de tristezas assim. A página policial aumentou. A taxa de mortes no trânsito foi maior em uma semana do que é o ano todo. E nós tão vulneráveis e pequenos, sem poder mudar nada do que já aconteceu.


Mas e se for alguém que eu amo? Talvez eu não aguente.


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