saudade também tem seu lado bom


De repente você descobre que nada mais é igual se aquela pessoa não está. E não é só porque essa pessoa faz o sentido de cada parte sua e torna tudo tão bom. É que a presença dela já se tornou comum, mas não é rotina, nem costume, nem hábito.
É comum-essencial, como respirar.
Noutro tempo a falta não seria a mesma, afinal, a ligação também não era. Mas é depois de um certo tempo, extenso, que as coisas mudam. E quando não há essa pessoa, tudo lembra ela, a cor azul-céu, o sol quente tocando seu rosto e até o singelo jardim da casa.
Mas essa é a peça engraçada que a saudade prega, ela faz tudo mais perceptivo. E é essa saudadepirraça que torna a falta maior e faz com que as coisas tão simples que acontecem rotineiramente se tornem valorizadas tanto quanto apreciadas. E faz, também, com que a gente entenda, embora só um bocadinho de cada vez, a profundidade do sentir.

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