à espera


E hoje não é a chuva que me incomoda, não é esse som barulhento de granizos no telhado. Mas esse silêncio sem saída, sem choro, sem risadas, sem gritos, sem ação alguma. Essa falta de expressão, essa vida embrulhada em pequenas caixinhas de papel, esse som sem timbres. Realmente não é a chuva o inconveniente, não mesmo, ela é o único sinal de que ainda há movimento lá fora, em algum lugar além daqui, dessa caixinha de papel, sem cor, sem ninguém, sem nada. É um indício de que em um lugar, muito longe daqui, talvez, quem sabe, há alguém pensando em mim.

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